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sábado, 17 de janeiro de 2015

CEGUEIRA PSICOLÓGICA NO RELACIONAMENTO

"Cegueira é a condição de falta de percepção visual, devido a fatores fisiológicos ou neurológicos. Várias escalas têm sido desenvolvidas para descrever a extensão da perda de visão e definir a cegueira. Cegueira total é a completa falta de percepção visual de forma e luz e é clinicamente registrado como NLP, uma abreviação para "no light perception" (sem percepção de luz)." Não importa o tipo de relacionamento, seja uma amizade, um relacionamento de trabalho ou mesmo no matrimônio, em um determinado tempo a tendência a cegueira quanto as atitudes tomadas sempre vem. O ser humano tem a estranha mania de ter uma visão limitada, enquanto o mundo já está aí com seus filmes em 3D, os relacionamentos tendem a uma só dimensão, voltadas sempre pra si mesmos, pros seus próprios sentimentos; é muito comum as pessoas só enxergarem o que fazem sem dar importância a participação do outro. É uma cegueira psicológica ligada ao egocentrismo, quase sempre cercada de autopiedade e um sentimento de injustiça, "sempre eu que erro", uma fala comum neste tipo de cegueira. A pessoa geralmente nunca admite que cometeu um pequeno deslize ela sempre tende a culpar o outro. Esse tipo de comportamento tem que ser reconhecido e trabalhado, é o tipo de cegueira que mata um relacionamento. Já pensou ter que gravar toda converso que tivermos, pois a outra pessoa não admite que errou, na visão uno dimensional dela, ela é sempre a pessoa mais paciente, mais certa e mais ética que existe. Talvez você se pergunte, mas o que tudo isso tem haver com cegueira propriamente dita? Simples, é possível ser cego sem ter nenhum dano na sua percepção visual física. A percepção de si mesmo e dos outros é que tem sido distorcida, e esta também pode ter graus maiores ou menores em suas dimensões, depende de qual sentimento no fundo a pessoa tem tentado ocultar: sentimento de inferioridade, sentimento de superioridade ou simplesmente um alto grau de competitividade com alguém ou talvez consigo mesmo, para provar a si mesmo que não se sente menor, ou que não se sente melhor do que ninguém. Dependendo do estágio de visão endógena que o sujeito tem introjetado para si mesmo e para suas questões emocionais não resolvidas, não adianta nem argumentar, ele sempre estará ou se colocará em posição de vitima. Se o problema é dentro de um casamento a comunicação pode ficar truncada, com muitos ruídos levando a falta de diálogo e por consequência a falta de intimidade entre os cônjuges. Em Eclesiastes 4.9, Salomão aconselha que havendo dois em uma jornada, esta se torna muito melhor, pois quando um cair, o outro o levantará. Se isso vem acontecendo em seus relacionamentos diários e cotidianos, pare, pense, considere a possibilidade de estar perdendo a capacidade de enxergar as variáveis, não olhe somente para si, tente olhar a situação como um todo. Ajude seu parceiro a enxergar o que tem acontecido, e se não der certo sugira uma terapia em grupo, ou uma terapia de casais, caso sejam casados. O que não pode acontecer é a extinção do diálogo em um relacionamento. Tenha sempre em mente a história da lebre e da tartaruga, é melhor ir longe do que ir rápido demais. Tire tempo para conversar sobre o que está acontecendo. E sobretudo, converse desarmado, sem estar na defensiva, sem reservas e com a mente aberta. Não deixe seus relacionamentos chegarem ao estágio de cegueira total, considere a luz no fim do túnel: Jesus! Não sou eu, nem é você, somos nós. Somos um! O Espírito que deve se sobrepor em todos nós é o espírito de trabalho em equipe, sem a soberania de chefes ou autoritarismos, esse modelo já caiu por terra há muito tempo. Não deixe que o mundo acelerado de hoje limite a sua visão. Bom sábado a todos.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

OLHA QUE TEXTO LINDO.... Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida. Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? Solou, endureceu, murchou antes do tempo. Este é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele o que surpreendeu e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente. E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio aqui me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? A mais prestativa? O que nunca quis nada com o trabalho? Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte da sua vida. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todas? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo, logo, você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza. Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturadas com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa. Atenção também com os pesos e as medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido. Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada. O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Oswaldo Aranha; Família à Rossini; Família à Belle Meunière; Família ao Molho Pardo, em que o sangue é fundamental para o preparo da iguaria. Família é afinidade, é “à Moda da Casa”. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito. Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada, seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir. Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali, de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo. Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.(texto retirado do facebook da família Silveira)

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